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Glee | Review – 5×03: The Quarterback

Glee - 5x03The show must go… All over the place… or something” – Finn Hudson

A dor, dentre todas as fraquezas do ser humano, é a que mais afeta, a que mais incomoda. Capaz de expor as piores, e as melhores coisas que existem dentro de nós. Cada um, particularmente, tem uma maneira de lidar com a dor, nem todos compartilham desta, da mesma forma como os demais. Alguns permitem que a emoção flua, outros se fecham e tornam-se intocáveis e inalcançáveis, outros simplesmente enxergam e vivem tranquilamente, mesmo estando completamente machucado por dentro.

Glee essa semana experimentou, e nos fez experimentar (mais uma vez) a dor da perda. Acompanhamos, dolorosamente, o sofrimento do McKinley High após a morte repentina de Finn, que dissera Kurt, morrera, mas não é necessário explicar o motivo, mas lembrar como ele viveu.

Finn era a peça que faltava para que o Glee Club ficasse completo. Ele vestiu a camisa do grupo, mesmo sendo humilhado diariamente pelos seus amigos, que mais tarde, por intervenção dele, se juntaram ao coral. Seu instinto de liderança manteve a equipe unida e, quando tudo parecia perdido, ele sempre aparecia com a solução correta. Ele amou, sofreu, humilhou-se, revoltou-se, tornou-se crente, desanimou, venceu e conquistou tudo que pode. A melhor maneira de honra-lo, seria nunca esquecer o quanto ele foi bom para todo o colégio.

Glee - 5x03

A experiência de assistir “The Quarterback” é indescritível. Logo na abertura do episódio já sentimos aquela forte pressão no peito, e as lagrimas começam a ganhar espaço em nossos olhos. A dor só aumenta ao testemunharmos as diferentes formas com que os personagens expressaram a sua dor. Em nenhum momento ninguém mostrou-se diferente do que sempre fora. A dor, criara uma carcaça em cada um deles para mascarar o sofrimento, mas a mesma não suportou a pressão, e rompeu em questão de minutos.

Como não sofrer com Carol, chorando a realidade de perder o filho? Kurt e Burt testemunhando essa dor, e lembrando-se do que poderiam ter feito de melhor, além de querer se agarrar a uma ultima lembrança dele. Como não se compadecer da Santana, Puck e Sue, que sempre se mostraram durões, mas com a morte do Finn deixaram as emoções fluírem. Simplesmente, é impossível não se emocionar com esse episódio.

Cada um lutou para manter-se conectado ao Finn, um memorial foi arquitetado pelo Sr. Shue, onde todos (os que puderam) foram relembrar a vida do Quarterback. A emoção contagiou todo o colégio, assim como a todos nós. Foi a coisa mais bonita, e mais triste de se ver. O aperto no coração é constante.

Deve ter sido muito difícil para todo o Cast ter que reviver toda essa dor. Pela primeira vez eu testemunhei uma emoção verdadeira de todo o elenco em suas atuações. Ele não poderiam forçar, ainda é tudo muito recente, e a dor ainda está dentro deles. Por isso que as cenas foram fortes, pois a emoção era real.

Vamos conferir as performances?

Seasons Of Love – Primeira performance do episódio. Musica original do musical Rent, com uma mensagem muito linda. Eu não esperava ter os olhos cheios de lagrimas logo de cara, mas a simplicidade com que a cena foi feita, e como as vozes de todos soaram, abriram as portas para a emoção. Foi uma linda apresentação.

I’ll Stand By You – Já havíamos escutado essa musica na primeira temporada na voz do Finn, enquanto ele cantava para a ultrassonografia do que ele pensava ser seu filho. Dessa vez, Mercedes nos presenteou com uma incrível versão da musica, na sua voz poderosa. Me senti nos velhos tempos de Glee onde todos sentavam no coral e assistiam as performances… Mercedes conseguiu trazer uma emoção profunda, e tenho certeza que emocionou a todos.

Fire And Rain – Mais uma com todo o Glee Club, que liderados sob o dueto do Sam e do Artie, homenagearam o amigo de uma forma muito bonita. Eu não havia gostado da musica na primeira vez que escutei, mas ao assistir a performance, e a simplicidade como foi feita, ela me agradou bastante.

If I Die Young – Santana sempre mostrou-se uma Bitch de primeira classe. Foi com ela que Finn perdeu a virgindade, foi ela que lhe deu um bofetão na cara, e foi ela a quem ele ajudou a suportar a pressão de assumir a sua homossexualidade. Esta performance foi a maneira que ela encontrou para agradecer tudo o que ele fizera. Ela cantou muito bem, e no final, não conseguiu segurar a emoção, assim como eu.

No Surrender – Puck mostrou-se bem perturbado com a morte do melhor amigo. Ele estava se agarrando a tudo para negar que ele havia ido embora, pois ele era o único que o fazia ter juízo. Agora ele está sozinho e precisa “crescer”, “andar com os próprios pés”, para deixar o companheiro orgulhoso. Apesar de achar a atuação do Mark extremamente forçada, gostei da performance, e do adeus que ele deu ao Finn. #SóConseguiLembrarDaVozDoCory

Make You Feel My Love – Quando a Lea apareceu no corredor, meu coração caiu em pedaços, os olhos arderam e a lagrimas caíram pesadas. Ao vê-la nessa performance, foi tão doloroso, pois eu não via apenas a dor da Rachel que perdeu o Finn, via através dos olhos da personagem, a Lea que perdeu o Cory, e isso foi o mais doloroso. Não tenho o que falar dessa performance, pois pra mim, foi a mais emocionante, e a que mais fez meu coração doer.

Enfim, apesar da dor de termos perdido o Cory tão tragicamente, o show deve continuar, era isso que ele iria querer. Ele iria querer também que continuássemos a sorrir e a não lamentar por ele ter ido embora, mas lembrar o quanto ele nos ensinou durante esses anos.

Espero que tenham gostado do episódio, assim como desta review. Sintam-se a vontade para comentar.

Até breve.

Obs.:

- Sabia que havia sido o Sr. Shue que pegara o casaco;

- A Sue sempre demais… Suas falas são sempre perfeitas, sarcásticas ou não;

- Old Santanta x New Santana #adorei.

Promo do episódio, “A Katy, Or A Gaga“:

Sobre Carlinhos Maldonatto

Tenho 23anos, formado em História e meu Hobby é ler e escrever. Fã de Harry Potter e viciado em séries. Amigos e família são essenciais em minha vida.
  • Kamila Ketlen A

    Sem palavras meu coração está apertado até agora, esse EP fez com que eu sentisse a dor da perda deles. Quando a Rachel cantou então…
    Senti falta da Quinn não achei legal ter deixado ela de fora.
    Enfim amo suas Reviews, Parabéns!

    • http://manicomioseries.com.br/ Carlinhos Maldonatto

      Kamila, muito obrigado… Fico feliz que você tenha gostado.

      O episódio nos deixa com uma sensação boa, e ao mesmo tempo ruim. Mas não podemos sofrer tanto, ele não iria querer.

  • Thayná Regina u.u

    Devo dizer que o que mais me emocionei foi o Mr. Shue? Nem foi tanto a Rachel/Lea (tá, ela foi a que me emocionou mais depois), mas doeu muito ele chorando porque eu lembrei de como na primeira temporada o Finn chama ele de “pai” – até então a mãe dele ainda não era casada. E depois lembrei de como a temporada podia ter acabado com Finn e Mr. Shue brigados por causa da história com a Emma, mas isso não aconteceu – amém – e como ele estava se fazendo de rocha, como a Rachel disse, para todos. Então quando ele começou a chorar eu me senti totalmente destruída finalmente, estava chorando tanto que minha mãe veio até perguntar qual era o meu problema. Foi um tributo lindo, que com certeza vai fazer Cory ser lembrado para sempre =’)

    • http://manicomioseries.com.br/ Carlinhos Maldonatto

      Verdade, Thayná… A parte do Sr. Shue foi muito tocante, e agradeci por terem feito os personagens fazerem as pazes. O Will o considerava como um filho, e o Finn o considerava um pai… Foi triste vê-lo se fazendo de forte para não deixar o Glee Clube desmoronar, mais triste foi vê-lo chorando abraçado com a jaqueta.

      Obrigado por comentar.

  • Jeh Mari

    Misericórdia. Primeira vez que choro do começo ao fim de um episódio. Foi lindo, nem tem muito o que dizer. Foi um despedida para o elenco e pros fãs. Me emocionei com cada cena, cada música e me doía o coração quando eu percebi que algum ator estava chorando de verdade, com aquele sentimento de perde. Quando a gente sabe que é real parece que fico muito mais díficil de lidar. Quando Lea apareceu, quase morri, porque eu sabia que cada fala, cada lágrima seria verdadeira. E me emocionei demais com a Carol e a dor de perder um filho..por mais que ela não fosse mãe do Cory, acho que o sentimento dela foi muito real. Enfim, foi tudo maravilhoso e uma despedida digna. RIP Cory.

    • http://manicomioseries.com.br/ Carlinhos Maldonatto

      Verdade, Jeh… Quando percebemos que as lagrimas são reais, a dor é mais forte. Da mesma forma que os personagens sofreram com a perda, todo o cast, assim como nós, sofremos.

      Foi muito bonito de se ver, mas muito doloroso de assistir. Chorei, chorei demais, principalmente quando vi a Lea.

      Obrigado por comentar.

  • Jhonathan Oliveira

    Primeira vez que choro assistindo alguma coisa, na verdade segunda, mas essa vai ficar em minha memoria… É impressionaste pois eu vi a dor da Léa mais evidente, e quando ela falou antes de cantar e com Mr. Shue doeu demais lindo episodio tenho nem o que falar…

  • Dheimison Airton

    Não comentei semana passada pq meu coração ainda não o absorveu, mas mesmo assim eu assisti a esse episódio e meu coração apertou desde as luzes… Que música inicial, que ganho os antigos ali, que preciso foram os novos, foi tudo muito equilibrado. As palavras de Kurt exemplificam bem tudo que eu penso sobre o acontecido: vamos celebrar a vida, pra qê dar tanto valor a uma pequena parte da vida de alguém que é a morte ou como ela aconteceu? Sim eu ainda estou emocionado, acabei de ver o episódio… Ainda lembro de tudo e morro um pouco mais de chorar. (k). Cada nuance de personagem, cada emoção que poderia passar despercebida, Jenna chorando em ISBY lá atrás, ou qualquer outro ator que no momento eu não processo o nome e só lembro dos personagens… Ai gente foi tudo tão lindo. O peso da cena da mãe do Finn, ou das falas de Sue e Santana, confesso que Puck me incomodou um pouco, mas o ator sempre transitou entre atuações ruins ou exageradas, então ok. Agora, o que eu não estava preparado: Rachel. Mas, gente. Deu pra sentir Lea, Rachel, Finn e Cory ali. Era visível. Era palpável. Foi o momento mais triste ever. E só eu notei o “he was my person” como referência ao tt do Cory? CHOREI LITROS. (Depois comento o 5×02, acho que já tenho o que falar).

  • Maurício Franco

    Acabei de assistir o episódio, acho que demorei pq precisava me preparar. Sim, eu sabia que choraria, mas não imaginava que seria do começo ao fim, foi o episódio mais triste, de qualquer série que eu já tenha visto, pq tudo aquilo era real. A cada frase, canção ou lembrança era um aperto tão grande no peito, sem explicação. Quando Amber começou a cantar I’ll Stand By You, a única coisa que eu conseguia ouvir era o Cory cantando a música. Foi uma tristeza tremenda ver a Lea no memorial e quando ela cantou então, era visível a dor, suas palavras ao Mr. Shue, foi de tocar o coração e a cena final do Mr. Shue, sem palavras. Parabéns pela review, que me fez chorar de novo…Cory vai deixar saudades, mas que bom que temos Glee, pra ver e rever tudo aquilo que ele fez, que nos fez admirá-lo!

  • céia

    Eu esperava mais desse episódio. Três cenas me tocaram profundamente: A dor da mãe que perde seu filho, a Rachel cantando e o choro sentido do Will no final. Senti falta da Quinn, pois a música que a Mercedes cantou ao meu ver deveria ter sido cantada por Diana, pois os personagens tiveram uma história no início da série que foi finalizada na segunda temporada. A Mercedes nunca foi tão próxima do Finn assim, ela sempre foi amiga da Rachel e do Kurt. Concordo com a cena da Santana pois ela sempre teve uma relação de amor e ódio com o Finn, desde o início e lógico que tanto ela quanto mercedes amavam o Finn/Cory, mas a ausência da Diana me incomodou. Outra coisa que me casou incomodo foi a Jaqueta do FINN, gente ele vendeu a jaqueta dele na 3ª temporada para comprar o presente de natal da Rachel e depois eles acabaram doando o dinheiro dos presentes para uma campanha de natal que o Sam fez.
    O episódio até me tocou, mas como fã da série desde a primeira temporada e como alguém que sempre teve o Finn e Rachel como personagens preferidos esperava mais!
    Não irei assistir mais a série, pois odiei os três primeiros episódios da quarta temporada que não tiveram a presença do Finn, quando Cory foi internado e não tivemos a presença do Finn nos últimos episódios eu também não assisti. Não consigo acreditar que acabou! Adues Finn, você vai fazer muita falta!

  • Edezio Junior

    Oh my God, ainda não estou acreditando que chorei do começo ao fim desse episodio, até agora estou com o coração partido, cda parte desse episodio, cada muisica me emocionou muito, choeri muito com a performace de Rachel, mas a Santana e de Mr. Shue foi muito tocante, ao ver eles naquele estado me deixou de coração partido, e dava para perceber que cada lagrima de cada ator era verdadeira e isso me emocianava mais ainda…Com certeza Cory vai ficar marcado em nossos corações…

    Otima Review…

  • Nana Silva

    Realmente achei o episódio bonito, mas fico na sensação de que faltou algo, nem sei dizer o que. Talvez por que sempre amei o personagem do Cory nunca é suficiente falar de quem se gosta né? A música de abertura me deu um nó no coração e na cabeça. Me fez refletir horrores sobre a vida, como tudo passa rápido e como podemos medir a felicidade. Eu acho que Glee ainda não mostrou ao que veio, e tem que fazer isso rápido por que a cada semana me da menos curiosidade do que irá ocorrer na semana seguinte. Tomara que entre nos eixos. Sue divinamente bem assim como a treinadora, e Emma que é sempre fofa e adorável.Achei o Puckerman um pé no saco e a cena do Kurt, Carol e Burt foi divina!!! Gente e o Sam? Por favor de um jeito naquele garoto e naquele cabelo !!!!

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