A Teia | 1×02: Capítulo 2

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A teia ainda nebulosa.

O segundo episódio de A Teia nos introduziu ainda mais nas investigações do Delegado Macedo e sua trupe, por outro lado deixou Marco baroni em segundo plano. O que por um lado acabou sendo satisfatório, porque vimos João Miguel atuar brilhantemente, se eu havia criticado sua performance anteriormente, tive que calar a minha boca e me render a sua atuação. João conseguiu imprimir um bom ritmo ao personagem, somado a vontade do mesmo de retornar a Fortaleza para reencontrar a família. Sua fala forte, a forma como liga os pontos, e o roteiro e jogo de câmeras que conseguem evidenciar como ele “pesca” no ar os detalhes e os conecta.

Os 9 Zés, agora são 8. Miltinho que levou o tiro na bunda acabou sendo despejado em um poço, fico me perguntando o que aconteceu, Baroni havia dito que não deixava nenhum dos seus para trás. Será apenas papo de bandido? A partir dele que a investigação irá avançar, isso de fato ligado ao assalto mal sucedido mostrado no começo do episódio, que resultou na prisão de Oliveira, pai do Miltinho. O assalto praticado um ano antes dos fatos presentes possui a mesma assinatura, o que já despertou a atenção de Macedo e o levará a estar frente a frente com Oliveira. E o usará a morte do filho como combustível para Oliveira abrir o bico.

A série ainda peca nas tomadas exageradas de flashs ao invés de introduzir mais cenas continuas, naturais, deixando a narrativa com mais fluidez. As tomadas lembram muito Scadal, porém a série americana possui uma fluidez melhor quando utiliza tal recurso. Já a trilha sonora continua impecável, sendo bem encaixada nas cenas.

A investigação ainda está nebulosa, muitas informações desencontradas, outras nos direcionam para um caminho. Adendo a isso, Macedo tenta colocar o novo namorado da mãe na cadeia. O pinga sangue não dá mole para bandido, ainda mais quando este está rodeando a sua família. Boas cenas virão deste atrito.

Paralelamente, temos um pouco mais de Celeste. É lindo de ver o amor de Baroni por ela, não ligando para seu passado e querendo dar uma nova vida. Mas, o final do episódio abre um leque de informações, sobre quem eram aqueles passaportes referentes a uma mulher e um menino. Será que Baroni está apenas usando Celeste ou tudo não passa de um mal entendido?

A série vem caminhando a curtos passos ainda, as cenas de ação precisam ser mais bem conduzidas, como citado acima, o exagero de tomadas acaba dificultando ver à cena como um todo. O áudio prejudicado no episódio passado melhorou e podemos entender o que os personagens diziam no meio do tiroteio.

E mais:

Baroni comprar um avião e sair por aí voando sem questionamentos mostra como nosso sistema aéreo é defasado.

Quando Celeste cobrava para fazer um programa? Que pergunta mais impertinente vinda de Charles.

A imprensa está na cola de Macedo.

Um dos fundadores do Manicômio Séries. Graduado em Sistemas de Informações pela PUC-MG. Amante de séries e filmes.