Glee | Review – 5×10: Trio

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Apesar dos tropeços do começo da temporada, Glee apresentou uma sequência episódios acima da média e extremamente divertidos.

Na semana passada tivemos um vislumbre dos bons tempos da série, onde encontramos uma pitada de humor, sarcasmos, brigas e dramas. Em “Trio” esse mesmo vislumbre se manteve presente, deixando o episódio fácil de assistir e, ao mesmo tempo, empolgante. É muito bom ver que o hiatus surtiu um efeito positivo na série e a colocou de volta na direção certa de como fazer um episódio agradável. A aproximação do centésimo episódio também coloca um pouco de pressão nesse caminho e, por esse motivo, está sendo construída uma trama ligeira e muito gostosa de acompanhar.

Mas enquanto o episódio cem não chega, aproveitamos o que nos foi entregue neste momento. O episódio se desenvolveu dentro de três tramas: a do casal Wemma tentando engravidar. A outra se baseou em Tina, Blaine e Sam, que, dispostos a aproveitar seus últimos dias no colegial, fizeram um despedida de forma dramática. E a última se concentrou em NY, onde deu continuidade à intriga entre Rachel e Santana.

Em Ohio, Will e Emma estavam dispostos a conceber um filho a qualquer custo, mesmo que para isso eles precisassem fazer amor nos locais mais inapropriados do colégio. Após serem repreendidos pela Sue e recebido alguns conselhos desta, e da Beiste, o casal decide maneirar nas tentativas e deixar que as coisas fluam naturalmente, o que foi mais eficaz. Achei muito bacana darem essa pequena abertura para os dois personagens, pois assim que a trama passar a se desenvolver toda em New York, ficaríamos alheios ao que aconteceria com eles. Por isso, essa pequena noção de que eles levarão uma vida feliz, me deixa muito contente. Will e Emma lutaram muito para ficar juntos, nada mais justo do que realizar o sonho de “família” deles.

Com a aproximação da formatura, Tina começa a sentir a pressão que será se afastar dos seus amigos, e, por isso, inicia um grande drama que força Blaine e Sam a intervir e ajudá-la a passar por àquela dor. Este foi um dos plots mais engraçados do episódio, pois juntou aquilo que Glee tinha de melhor: humor básico, tiradas sem noção e muita diversão. Foi muito gostoso assistir os três se divertindo nos corredores do McKinley, rindo das próprias palhaçadas e curtindo os últimos momentos juntos. Esse momento também serviu para tirar a Tina do limbo da mudez, pois nesse episódio ela teve mais falas e mais partes nas canções, do que durante toda a quarta temporada. Ela foi tão sortuda que deu uns pegas sem compromisso no Sam. Como não rir da cara de nojo do Blaine?

Os corredores do McKinley deixarão saudades, principalmente para aqueles que continuarão na escola e não terão mais o Glee Club para passar o tempo. Quando a Sue fechar o coral de vez, o novo cast ficará solto pela escola e nunca saberemos o fim que eles levaram. Estes, nos últimos episódios, estão servindo mais de figurantes, do que parte do elenco principal. Não que eu esteja reclamando, pois as tramas deles foram um pouco chatas, mas eles não recebem falas e ficam com cara de paisagem durante as cenas do coral. Acredito que nos episódios seguintes os veremos mais envolvidos na história como um todo.

Em NY as coisas continuam num pique só. A briga entre Rachel e Santana foi extremamente tensa, e nenhuma delas está disposta a aceitar que exageraram. Berry foi até a casa de Elliot pedir abrigo e já chegou cheia de drama e tomando controle da casa do rapaz. Quando Santana descobre que os dois estão dividindo apartamento, imediatamente acusa Starchield de traição e o força a escolher um dos lados. Quem é melhor: Rachel, ou Santana? Por não querer se envolver, Elliot se afasta do grupo e sai da Pamela Lansbury, deixano Kurt sem outra opção a não ser expulsar Rachel e Santana por tempo indeterminado.

Está sendo muito gostoso acompanhar essa competitividade das duas, pois está quebrando aquele clima de “perfeito arco-íris” que estava pairando no núcleo, as duas deram um boa apimentada nesse quesito. Os diálogos entre elas estão cada vez melhores, até mesmo quando elas tentam chegar a um entendimento, o sarcasmo fala mais alto e elas não perdem a oportunidade de atacar. Espero que esse clima se estenda por mais alguns episódios, mas também espero que os produtores não forcem a barra, pois quando eles dão muita atenção a um único ponto, as coisas tendem a ficar chatas.

Essas foram as performances do episódio:

Jumpin’ Jumpin’ – A performance de abertura não poderia ter sido mais animada. Tina, Blaine e Sam propuseram esta canção para ser apresentada durante as Nacionais, obviamente foi negada, mas isso nãos os impediu de se divertir e abrir o episódio com o astral lá em cima. Foi uma ótima performance, com direito a uma pequena coreografia e vocais bem unidos. Gostei bastante.

Barracuda – Como não se surpreender com a voz da Lea nessa música? Adorei a canção, pois explorou um lado da Lea, assim como da Rachel, que não vemos muito, sem contar a excelente extensão vocal do Adam, que, mais uma vez, roubou a performance para ele. Tudo fluiu tão fácil durante a apresentação, que mesmo com a Rachel fazendo algumas caras e bocas exageradas, não destruiu o teor da performance.

Don’t You (Forget About Me) – Quem não se pegou cantando esta canção e lembrando de “The Breakfast Club”? Adorei a música, pois o arranjo fico bem parecido com o original, assim como adorei ver Sam, Blaine e Tina se divertindo pelos corredores do Mckinley. Foi uma performance simples, mas a música foi propicia para o momento que os três personagens estavam vivendo.

Danny’s Song – No geral, mais uma performance boring do casal. Apesar de gostar da relação deles, não sou obrigado a curtir as canções que insistem em fazê-los cantar.

Gloria – Andando por cima das mesas, sentando no balcão, se pendurando em lugares inapropriados, foi assim que se desenvolveu essa excelente performance, a melhor do episódio e a melhor música. As vozes da Naya e da Lea se encaixaram perfeitamente com a do Adam que insiste em me assustar todas as vezes que ele abre a boca, é muito talento numa pessoa só.

The Happening – Kurt (Chris) foi ofuscado pelos seus colegas de palco, Danny e Elliot. A performance foi simples e sem excessos, mas os vocais foram fortes e seguros e fizeram com que a Demi e o Adam se destacassem, ofuscando completamente a presença do Chris no palco.

Hold On – Esta mesclou os dois núcleos de forma homogênea, e todos os que participaram do arranjo tiverem seu momentinho de destaque, principalmente a Tina. Rachel, Santana e Danny arrasaram nos vocais, o que deixou a performance mais sólida.

E por hoje é só. Glee está me devolvendo o ânimo que eu havia perdido e espero que os próximos episódios continuem nesse mesmo ritmo.

Não deixem de comentar. Até o próximo.

Obs.:

  • Menção honrosa à nossa querida Becky, que mais uma vez se destacou no episódio

Tenho 23 anos, formado em História, e meu Hobby é ler e escrever. Fã de Harry Potter e viciado em séries. Amigos e família são essenciais em minha vida.
  • Flávia

    Olá Carlinhos, gostei da Review!
    Realmente Glee tem acertado a mão nos últimos episódios!
    Já uma dó no coração saber que logo logo não teremos mais os corredores do McKinley (ou as performances na sala do coral), mas esse fechamento é necessário e é o que tem melhorado a série, uma vez que os novos personagens floparam…
    Curti muito as apresentações e também fico cada vez mais impressionada com o talento do Adam: como ele não ganhou o American Idol?!?!?

    Enfim, que venham mais bons episódios!!!

    • http://manicomioseries.com.br/ Carlinhos Maldonatto

      Pois é, Flávia.
      É um fechamento necessário, pois o Glee Club marcou os grandes momentos da série, mas é algo importante para a própria saúde da série. Os produtores perceberam que o núcleo de Ohio não estava mais rendendo, então por que insistir em algo que não dá retorno?

      O Adam me assusta… haha é muito telento.

      Obrigado por comentar.

  • Cris

    Adorei sua review. Estou a cada dia mais apaixonada pelo Adam Lambert, que deveria entrar para o elenco fixo. Gosto demais quando dão espaço para a Tina e para o Sam.

    • http://manicomioseries.com.br/ Carlinhos Maldonatto

      Eu estou muito surpreso com o Adam por dois motivos: ele não é ator, mas está mandando super bem. E pela excelente extensão vocal. As músicas dele vem com tanta qualidade que me assusta. haha

      Gosto da Tina, e gosto quando ela canta. Estou muito feliz com o Sam, ele vem ganhando destaque e já está garantido no elenco de NY durante a sexta temporada.

      Obrigado por comentar.

  • RaiFalkom

    Ótima review Carlinhos! Estou gostando muito do rumo que a serie esta tomando, mesmo estando triste que não teremos mais as apresentações na sala do coral mesmo não tendo mais as apresentações nas competições , mas sei que e necessário, ainda sonho que com o foco todo em NY a serie tenha ótimos números de audiência e ai confirmem uma sétima temporada kkkk ,não estou preparado para o fim de glee T.T. Ri alto aki quando li o q vc escreveu sobre o Adam realmente é muito talento para uma pessoa só , enfim, ancioso para os próximos episódios, claro q mais ancioso para o 100.
    Ate a próxima. Ótima review!
    Abc Rai