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“Eu sabia. Isso não é bom”

É parece que Bones caiu em uma rotina de episódio muito simples e chatos. Normal levando em consideração a quanto tempo o show está no ar, entretanto mesmo assim isso não é desculpa para abordar um caso tão sem graça e retornarem ao impasse que existe entre a Brennan e seu pai. O fato de ter sido abandonada ainda quando criança, por mais que tente hoje demonstrar ter superado esse obstáculo, é muito doloroso, e é óbvio que ainda existe magoa em relação ao Max, contudo voltar a essa tecla é muito cansativo.

Se golfe já não fosse um esporte muito chato eis que tornam o mini golfe também uma atividade visando lucro e status. E não sei vocês, mas quando o Booth cogitou que o corpo encontrado poderia ser de um atirador de elite tinha apostado que essa vertente teria dado uma margem para um episódio muito mais bem elaborado, contudo se tratava de um jogador de mini golfe e a coisa muito chata. Além disso, o cara abandonou um negócio lucrativo com o irmão e havia se envolvido com uma garota muito mais nova dando ao Booth um mar de opções de suspeitos.

A causa da morte fora logo resolvida deixando para trás a nossa curiosidade algo que a série sempre busca, mas mesmo mudando um pouco a rotina não gostei de ter descoberto logo assim. A novidade foi o tipo de bala usada que simula o ataque de vários oponentes, por sorte o Booth havia recebido aquele vídeo do FBI senão iam continuar buscando vários suspeitos quando o assassino era a mulher do dono do mini golfe. Ou a mulher é burra mesmo ou se fez para tentar escapar da prisão. Mata o cara a sangue frio e pergunta se pode responder apenas com trabalho comunitário? Até a Brennan nessa hora ficou calada para não dar uma resposta adequada.

O Wendell é o melhor estagiário da Brennan nessa nova formação e dessa vez tentaram dar novamente destaque ao jovem, contudo não funcionou tão bem quanto a história do câncer. A sua luta para consertar o relógio já quebrado da avó da namorada foi muito mais interessante que o caso em si, porém mesmo assim monótono demais. A única coisa boa vindo daí foi sua interação com o Hodgins que há tempos vem sendo negligenciado no show, assim como a Ângela.Deviam dar mais foco aos dois nem que seja em um único episódio.

E o Max e a Brennan? A omissão do pai em revelar o que ia fazer numa misteriosa viagem levou a antropóloga a recorrer ao marido para vigiar o ex-criminoso e a descoberta do tumulo de um procurado pelo FBI deixou tudo muito mais confuso. Desconfiando da intenção do pai a Brennan fez as coisas da forma que mais sabe agindo com impulso e magoando o pai. E usando a filha como barganha nessa pequena briga. Restou ao Max aguarda que a identidade do morto fosse mesmo confirmada para finalmente confessar a filha que se tratava de um assassino e o causador do sumiço dele e da mãe quando ela era ainda uma criança. A ameaça do bandido em machuca-la havia levado os pais a abandonarem a pequena Temperance. E de certa forma mais essa revelação serviu para reaproximar pai e filha fazendo com que a Brennan continuasse permitindo que o Max recupere o tempo perdido com a Christine.

Já está muito irritante o quanto a Brennan está “gravida”. A Emily até tenta mais tudo no corpo da personagem já denúncia a gravidez. Será que não vão mesmo explorar isso no show? Já está ficando muito na cara. Pela promo do próximo episódio parece que finalmente vão abordar isso, ufa!Episódio muito razoável espero que o próximo seja muito melhor. Péssima sequência de episódio de Bones. Segue abaixo a promo do próximo episódio: The Eye in the Sky

Review
Nota do episódio
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Bióloga, Mestre e Doutoranda em Botânica. Baiana de Salvador. Viciada em Séries e Filmes.