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“O espírito que procura na água é apenas o seu reflexo.”

 

De vez em quando Grimm foge do lugar comum da Scooby-gang Versus Wesen e nos brinda com um conto sobrenatural, mantendo o costume de apresentar um ótimo episodio. Foi assim em Mishipeshu, abrindo com a inusitada cena de um insano Hank agredindo Nick. Passada a reação inicial de perplexidade, usa-se o recurso de retroceder no tempo no intuito de contar o ocorrido até então.

Bem coesa e amarrada, a história nos leva à triste história de Simon, um ameríndio que sofreu Buylling na escola e, aos cincos anos de idade presenciou três assassinos covardes espancarem o seu pai até a morte. Apesar disso, o rapaz só almejava retornar às suas raízes e desenvolver sua espiritualidade. Assim, encaixa-se na história a mitologia indígena de encontrar seu eu interior por meio de contato com os espíritos ancestrais. Nessa parte, temos Hank e a outra detetive que ajuda no caso, capazes de enxergar o que de costume, apenas o Grimm enxerga.

E, para elucidar a razão de um mito indígena, o Mishipeshu, ter se materializado, os três passam por um ritual sagrado, visando criar uma conexão com Simon. Ai que Nick fica de fora, segundo o sábio indígena por ser diferente, e Hank conecta-se de um tanto com o jovem rapaz, que vê a morte do pai de Simon, como se fosse o garoto a presenciar novamente o momento. E sobre um estado de transe sai a correr desembestado, até se encontrar com o rapaz; quando o espírito se transfere do garoto pra ele. Ah sim, as vítimas, eram os covardes que haviam matado o pai de Simon. E Hank vai atrás do último sobrevivente.

Volta-se a cena inicial. Conforme esperado, Nick consegue impedir o amigo de fazer o pior e salva a última vítima. Bem, Grimmsters, veja-se como justiça ou vingança, não serei hipócrita, o carinha teve o que mereceu. Após tudo parecer resolvido, vemos Mishipeshu apoderando-se da detetive e terminando o que havia começado.

Interessante a série mostrar que nem tudo se pode controlar, confere um ar de verossimilhança – bem, a meu ver sim. E, paralelo a este caso da vez, temos os desdobramentos do ocorrido a Juliette. O casal 20, Monroe e Rosalee, estão determinados a encontrar uma maneira de ajudar a Nick e Juliette; e solicitam ajuda ao capitão que tem se comportado de forma dúbia. E Juliette cede cada vez mais a seus ímpetos selvagens, demonstrando comportamento narcisista e individualista. E ao ser presa por agressão, confronta Nick, alegando querendo pô-lo a prova e, ao mesmo tempo, estar se acostumando à sensação de poder, que também a faz se sentir especial.

E isso, junto ao mostrado na promo do episódio confirmaram minha “previsão” a de que Juliette e a Bitch Adalind ainda mudariam de time. Não vejo a hora de chegar sexta feira e ver os desdobramentos. Ou só eu estou ansiosa? Até lá Grimmsters.

Observações:

  • ah sim, amando o mistério envolvendo o charmoso capitão, primeiro aquele sonho surreal, agora do nada ele cisma e espanca um homem e depois aparece com a carteira dele sem se lembrar de nada;
  • Tenho gostado bastante dos episódios com um quê de sobrenatural e, junto com o La Llorona, achei esse um dos melhores – embora talvez, não tenha sabido demonstrar
  • E rs, ao contrário de alguns fãs, eu gosto do Hank, porém inegável que finalmente deram um destaque decente a ele
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Jornalista e escritora. Amante de História e demais ramos das Ciências Humanas. Apaixonada por cinema, livros e boa música.
  • Karen Bomfim

    Eu também gosto do Hank. Fiquei feliz pelo destaque dele e achei que ele foi ótimo nas cenas. Agora sobre Juliette, eu tenho que confessar que estou adorando essa fase bitch dela. Obvio que quero ela com o Nick, mas não vou ligar de ter ela soltando os cachorros pra cima da Adalind.

    • Lilly Soares

      Que bom, mais uma que gosta do Hank, pois é vejo ainda hoje, mesmo ele sabendo tudo a respeito do Nick, o primeiro a saber, sendo um confidente e parceiro, ainda há quem reclame dele acredita? Tb gostei do destaque que ele teve, além de muito bem feita a cena em que ele se conectou e viveu o que Simon tinha testemunhado. Qto a Juliette, Rs, foi antipatia a primeira vista, não consigo gostar dela, mas se for pra felicidade do Nick, eu relevo, hehehe. Mas estava na torcida e pelo visto vai mesmo ocorrer, Nick e Adalind, versus Juliette e realeza. Outro aspecto bom da série é que ela não evita em bagunçar literalmente a vida dos personagens, aí temos sempre uma surpresa e reviravoltas. Obrigada por comentar!!

  • Ubirajara Júnior Do Carmo

    Só q sei de uma coisa: depois de ver a promo do próximo do próximo episódio eu quero que chegue sexta urgentemente.

    • Lilly Soares

      Somos dois então!!!

  • Sara N. Gonçalves

    To adorando a Juliette e foi mt bom ela jogando na cara do Nick que ele não queria ser normal coisa nenhuma, até que fim deram alguma utilidade pro Hank, Grimm ta em uma fase mt boa a única coisa desnecessária e a Adalind gravida de novo pra min isso já deu

    • Lilly Soares

      Discordo porém respeito, só que o Nick nunca negou nem escondeu sentir falta dos poderes e, a meu ver quem não sabe o que quer é a Juliette. Gravidez da Adalind sendo filho de um Grimm, me empolga sim, apesar de a priori repetitivo, porque estou curiosa em saber o que dará alguém que herdou genes Grimm e tb de hexenbiest. Apenas aguardando o legendado pra comentar o próximo episódio.