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Entre Ledas e Castores.

O Clone Club está de volta!

E com vários problemas à vista.

Na temporada anterior, considerada por muitos um pouco fraca e enrolada, terminou de forma espetacular, revelando para todos o que provavelmente seria trabalhado em algum momento: Os clones masculinos. O projeto Castor foi introduzido na série de uma forma bem sutil, apenas deixando claro que a contraparte do projeto Leda estava nas mãos dos militares.

A première foi ótima e com tudo do que mais gostamos: ação, clones, mudanças de hábitos e várias reviravoltas. Não sei vocês, mas eu adoro quando uma clone assume a identidade da outra. Isso revela particularmente a habilidade que Tatiana Maslany tem para assumir a sua própria identidade enquanto está incorporando outra. Foi assim com Sarah, que se passou muito bem por Rachel. Agora não posso dizer a mesma coisa de Allison, que estava se esforçando para fazer um bom trabalho, mas infelizmente não conseguiu muito bem. Porém, as peripécias de Sarah-como-Rachel deixou tudo mais amplo de dinâmico, fazendo com que a própria Allison estranhasse os modos que a sua sister estava demonstrando.

A maioria das cenas ficou concentrada nas mudanças que estão acontecendo na Dyad, desde que Sarah proporcionou uma vida de pirata para a verdadeira Rachel. Delphine agora se tornou a nova Rachel, porém ela teria que tomar cuidado com um certo alguém que nas palavras dela é uma pedra no sapato: Ferdinand, da Topside, o grupo que controla a Dyad. A chegada de Ferdinand me pareceu muito importante no começo, mas ele só queria ter uma sessão 50 tons com Rachel e apressar a missão Helsink. Aliás, quando Delphine e o médico citaram essa tal missão acreditei que essa seria uma trama que desenrolaria durante a temporada, mas eu quando eu pensei que não fui otário, fui otário.

Ferdinand, enquanto esperava Rachel Grey começar o seu showzinho, revelou o que seria a missão Helsink, o que me deixou surpreso, pois eu imaginei que não seria por agora que saberíamos o que ocorreu em 2006 e que ele e Rachel estavam planejando um Helsink 2.0, agora com nossas clones preferidas. A missão aconteceu em 2006, como já foi citado, em Helsink, quando aparentemente seis clones e 32 familiares dessas clones foram executadas. Felizmente (ou não?) Delphine aparece antes que Sarah-como-Rachel desse no couro com o pescoço de Ferdinand e exige que ele repasse para a Topside que a Dyad está indo muito bem.

Inteligente? Talvez. Nos livramos de Ferdinand? Acredito que não. Foi “muito fácil” se livrar dele. Sinto que o veremos muito ainda. Enquanto isso, Cosima passa por altos e baixos. Altos porque ela está com o livro do Dr. Duncan em mãos, o que será bastante importante. Baixos porque as coisas não vão bem entre ela e Delphine. Fora isso, Cosima não teve um papel muito importante nesse episódio, a não ser tossir um pouquinho. Já Allison, a não ser ter alguns minutos sendo Sarah, só se envolveu com uma briguinha com uma tal de Marci, que provavelmente será sua adversária durante as eleições do bairro.

Como era de se esperar, o episódio não abordou muito bem o Projeto Castor. Achei interessante o modo como estão sendo trabalhados os assuntos sobre os castores, de um jeito obscuro e misterioso. Nem a Dyad sabia sobre eles, o que torna tudo mais intrigante. No momento, o Clone Clube XY só tem 4 membros conhecidos: o já conhecido Mark, que não apareceu no episódio, mas que tem sua importância por ser o membro fundador do clube; Rudy, o membro que estava preso no porão da casa de Marion; Seth, a contraparte masculina de Helena, só que mais maluco e Miller, o militar.

Mark com certeza não sabe sobre as suas origens dentuças, o que pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Ele pode ser influenciável ou pior: pode saber sim sobre seus Brothers e estar planejando algo em sua lua-de-mel. Rudy me pareceu muito maluco na finale anterior, mas ainda bem que mudaram a perspectiva do personagem na première. Ele passou uma imagem insana, mas não tanto quanto a anterior. Sua pequena conversa com Sarah só serviu para nos dar a certeza que o que quer que os castores queiram, eles estão um passo a frente de todo mundo, o que é extremamente perigoso, como aconteceu com a Sra. S, ao conhecer Seth.

Esse Castor me intrigou por ter uma aparência engraçada e modos repentinamente parecidos com os de Helena. Mas ele tem aqueles tiques que o fazem ficar mais insano do que já é. A luta corporal com a S foi muito bem feita. Dou os parabéns para todos os envolvidos. Porém nem tudo saiu como Seth planejou. Com certeza ele é a sombra de Rudy, o que meus amigos, significa que ele pode não saber trabalhar sozinho. Por enquanto, o que temos é que os castores são extremamente violentos e provavelmente essa dupla de castores estão por conta própria. Aliás, Sra. S nunca foi e nunca será flor que se cheire. Ok que ela quis proteger a família, mas trocar Helena por informações e proteção contra os castores? Até parece que ela conseguiria algo assim deles, afinal, não faltam traições no histórico da série.

Como os militares são terríveis, não? Colocaram a coitadinha em uma caixa com Pupok, o inseparável escorpião imaginário que Helena conversava enquanto tinha visões de um chá de bebê com todas as suas sestras. O episódio acabou não dando muita ênfase no drama de Helena dentro da caixa, afinal o que eles poderiam mostrar não é? Um sermão intimidador de Pupok? Poderia ser. No final do episódio, obtivemos um vislumbre de um galpão militar enquanto Miller tem a permissão de tirar Helena de dentro da caixa.

Qual será o destino de Helena a partir daqui? Apostas?

PS1.: Fomos apresentados à um novo membro do Clone Club! Seu nome é Krystal Goderich e por incrível que pareça ela ainda está viva! Mas por quanto tempo? Detalhe para seu comportamento bad bicth slut que amamos.

PS2.: Delphine estava ou não assustadora quando ela, digamos assim, estava amassando o olho ferido de Rachel? Baixou a Emily Thorne ali e ela foi bem fundo na vingança. Ou melhor, no começo dela. Pobre Rachel, ela está lascada.

PS3.: Ari Miller fez um bom trabalho interpretando três personagens diferentes no episódio. Ele tem potencial para demonstrar um certo domínio na interpretação dos clones, mas será que ele conquistará o Universo como Tatianinha conquistou? Lógico que não, mas não adianta tentar.

PS4.: E além de Krystal, vamos dar as boas vindas para o mais novo Pet do Clone Club: Pupok, que sim meus amigos, foi interpretado por Tatianinha.

PS5.: A cena do resgate de Seth foi ótima. Ele simplesmente foi lá e salvou o brother, sem ter que se preocupar com um segurança morto ali do lado. Aliás, quantos seguranças ele matou para chegar até o porão? Será que haviam outros seguranças ali além do que estava vigiando Rudy? Porque né…

Mais uma temporada de Orphan Black começou meus amigos, e estamos torcendo para que o Clone Club aumente ainda mais, já que a ameaça do Clone Club XY surgiu para acabar com nossas sestras.

Até a próxima review!

;)

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Fã de Comédias, Dramas, Suspenses e tudo o que há de bom, com um toque de Elemento X.
  • Lívia Guimarães Sandes

    Adorei esse primeiro episódio! O talento da Tatiana não tem limites!! Até o Pupok ela interpretou…. De coração partido por causa de Delphine e Cosima =/ Sarah como Rachel humilhou, Allison como Sarah nem tanto mas eu dou um desconto pra Allison em outros tempos ela nem pensaria em fazer aquilo hoje acho que ela faria qualquer coisa pelas irmãs! Kiera me assusta as vezes hauahua Ansiosa pelo 3×02! ótima Review =]

  • https://www.facebook.com/thejessicadesouza Jéssica de Souza

    Como assistir Orphan Black e não passar metade do episodio babando e se perguntando CADE TODOS OS FUKING PREMIOS DA TATIZINHA???
    Ainda não sei se gosto ou não dos clones masculinos, vamos ver o que acontece no decorrer da temporada.